Blog · Dra. Samira Cotta

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Prevenção, diagnóstico, tratamento e vida após o câncer, explicados pela Dra. Samira em linguagem acessível e com base em evidências.

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Dra. Samira Cotta
Dra. Samira CottaOncologista clínica · CRM-MG 54521

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Câncer de Mama: Um olhar amplo sobre a doença em 2024
Mais recente Câncer de mama

Câncer de Mama: Um olhar amplo sobre a doença em 2024

Câncer de mama é uma doença de várias apresentações evolutivas potenciais. Vários dados técnicos precisam ser avaliados para propor a melhor estratégia de tratamento.

Células de câncer em microscopia de fluorescência
Entendendo o câncer

Câncer, cada caso é único e deve ser individualizado. São mais de 200 tipos de doenças!

Câncer como doença complexa que deve ser tratada individualmente.

O que significa Cuidados paliativos
Cuidado e tratamento

Cuidados Paliativos! Na prática, o que significa?

Cuidados paliativos contemplam cuidados amplos de suporte, desde o diagnóstico de uma doença crônica não curativa até possível terminalidade.

Metástases cerebrais em microscopia de fluorescência
Entendendo o câncer

Metástase: o que significa? Explico em 2 min

O termo metástase é utilizado quando temos células tumorais que saem do seu ponto de origem e se alojam em locais mais distantes.

O primeiro mês que ganhou cor: Outubro Rosa
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Relação Oncologista e Paciente
Cuidado e tratamento

Oncologista clínico: Quando buscar esse especialista?

O oncologista é o médico especializado em cuidar de pacientes com diagnóstico de câncer, seja ele maligno ou benigno, acompanhar pacientes que já trataram câncer e atuar em estraté…

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Imagens científicas: National Institutes of Health (NIH) e National Cancer Institute · domínio público.

Dra. Samira Cotta
Quem escreve

Dra. Samira Corrêa Cotta Carlos

Oncologista clínica · CRM-MG 54521 · RQE 38754 e 38755

Médica oncologista e clínica, com duas especializações e atuação no cuidado integral ao paciente com câncer.

Sua missão é oferecer um atendimento humanizado, individualizado e baseado em evidências científicas, promovendo acolhimento, segurança e qualidade de vida em todas as etapas do tratamento.

  • Medicina · UFJF
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Câncer, cada caso é único e deve ser individualizado. São mais de 200 tipos de doenças!

Células de câncer em microscopia de fluorescência

Imagem: National Institutes of Health (NIH) · domínio público

A palavra câncer envolve um grupo de mais de 200 tipos de doenças diferentes. Não se trata de uma única doença, mas de doenças heterogêneas, com comportamentos que podem ser muito distintos. Portanto, se você recebeu uma biopsia confirmatória ou uma suspeita diagnóstica, tenha em mente que é preciso buscar um especialista para compreender qual tipo de doença se apresenta de fato e quais as formas de conduzir cada caso individualmente.

Causas do câncer

Trata-se de uma doença complexa, não há como apontar uma causa única. Mas sabemos que fatores genéticos, exposição a agentes tóxicos e influencias do estilo de vida são contribuintes.

Causas do câncer

Biologia do câncer

A doença é caracterizada por uma proliferação desordenada de células com algum dano em sua estrutura, o que faz com que essas células não funcionem de modo adequado e ativem o “modo sobrevivência”. De algum modo, os mecanismos de reparo celular não atuaram bem e as células não foram devidamente reconhecidas e eliminadas pelo sistema imunológico.

Heterogeneidade do câncer

Por ser uma doença com apresentações amplamente distintas, o comportamento pode variar muito a depender do nome, sobrenome e assinatura genética. Existem doenças de comportamento lento, intermediário e agressivo. Por isso, ao receber um diagnóstico tenha em mente que serão necessárias muitas informações para que o médico oncologista defina uma perspectiva de comportamento da doença. O melhor a fazer é buscar um profissional capacitado para realizar a leitura do diagnóstico e orientar os próximos passos.

O tratamento do câncer

Existem diversas modalidades de tratamento para o câncer. Quimioterapia não é a única opção, embora seja o que vem a mente da maioria dos pacientes quando se abre um laudo com o diagnóstico.

Por ser uma doença extremamente heterogênea há casos em que apenas a cirurgia é capaz de eliminar o tumor sem necessidade de terapias adicionais. Portanto, antes de alimentar sua mente com as piores possibilidades, procure um especialista para lhe informar e realizar o direcionamento correto para o caso.

Modalidades de tratamento

Existem várias opções de tratamento que devem ser individualizadas.

  • Cirurgia: Aberta, por vídeo, robótica, embolização e modalidades que combina, cirurgia com quimioterapia.
  • Radioterapia: Conformacional 3D, radiocirurgia e outra modalidades que combinam cirurgia com radioterapia.
  • Terapia sistêmica: Quimioterapia, anticorpos monoclonais, imunoterapia, hormonioterapia e combinações de mais de um tecnologia.

Mesmo para pacientes que aparentemente possuem o mesmo tipo de tumor a escolha terapêutica pode ser complemente distinta a depender de informações técnica específicas de cada um e da condição clinica de cada paciente.

A presença de doenças prévias ao câncer pode impactar diretamente nas escolha do tratamento mais indicado para o caso.

Câncer como uma doença genética

Alterações germinativas no DNA

São alterações herdadas desde nosso nascimento. Em cerca de 10-20% dos casos podem ser identificadas variantes em mutações genéticas existentes desde o nascimento.

Alterações somáticas no DNA

Não estão relacionadas a hereditariedade. Consistem em alterações na leitura do DNA provocadas por fatores externos ao longo da vida que geram dano ao material genético.

Estilo de vida e câncer

Fatores de risco sabidamente relacionados

  • Obesidade
  • Tabagismo
  • Etilismo frequênte
  • Alto consumo de carnes ultraprocessadas
  • Exposição a substâncias tóxicas
  • Dentre outros
Causas do câncer. Fonte: INCA

Fonte: https://www.gov.br/inca/pt-br/assuntos/causas-e-prevencao-do-cancer/o-que-causa-o-cancer

Aconselhamento genético

Consiste em orientar o paciente e familiares sobre indicação ou não de testagem genética para saber se a origem do câncer pode ser hereditária.

Mas o que eu faço com essa informação?

Um painel genético bem direcionado para a condição do paciente permite estabelecer estratégias de prevenção e vigilância de novos tumores, bem como guiar tratamentos alvo direcionados.

No caso dos familiares será sugerida testagem, se for identificada alguma variante genética no paciente diagnosticado. Caso seja identificada a mesma alteração do paciente em algum familiar é possível traçar estratégias para rastreamento e prevenção da doença, podendo ser recomendada alguma cirurgia redutora de risco a depender da variante encontrada.

Genética do câncer: Oncogenética e Oncologia de precisão

Epigenética e câncer

Epigenética consiste em uma complexa engenharia biológica influenciada pelo modo como vivemos. A partir dela é possível ativar mais ou menos a expressão de genes, o que pode ser protetor em relação ao câncer ou gatilho para o mesmo. Consiste em um campo de grande interesse científico para estudo, com potencial para trabalhar diversas estratégias de prevenção do câncer.

Predisposição Hereditária e Predisposição comportamental à doença

Importante compreender que podemos não encontrar um dano especifico no DNA que justifique o surgimento da doença, mesmo em uma família com vários casos de câncer. Contudo, podem existir comportamentos tóxicos que se perpetuam de geração para geração; a exemplo do consumo exagerado de carnes ultraprocessadas e estilo de vida que favorece a obesidade. Portanto, olhar além da genética é fundamental para cuidar dos pacientes em tratamento, dos sobreviventes do câncer e dos famíliares.

Entrevista com Fernanda Freitas. Tema: Cuidado aos sobreviventes do câncer

Após o câncer é preciso voltar a viver!

Para isso vários pilares da vida precisam de atenção. Assim como o solo precisa ser cuidado quando um árvore adoece nossa vida também segue a mesma necessidade.

Entenda sobre prevenção primária, secundária e terciária. Existem vários níveis de prevenção que podem ser trabalhados para reduzir não apenas o surgimento da doença, mas também reduzir os riscos de recidiva e de novos tumores.

Conteúdo informativo. Este artigo tem caráter educativo e não substitui a consulta médica. Cada caso deve ser avaliado individualmente por um profissional.

Dra. Samira Cotta
Sobre a autora

Dra. Samira Corrêa Cotta Carlos

Oncologista clínica · CRM-MG 54521 · RQE 38754 e 38755

Médica oncologista e clínica, com duas especializações e atuação no cuidado integral ao paciente com câncer. Sua missão é oferecer um atendimento humanizado, individualizado e baseado em evidências científicas, promovendo acolhimento, segurança e qualidade de vida em todas as etapas do tratamento.

Cuidados Paliativos! Na prática, o que significa?

O que significa Cuidados paliativos

Cuidados paliativos contemplam cuidados amplos de suporte, desde o diagnóstico de uma doença crônica não curativa até possível terminalidade. Não se restringe a pacientes oncológicos.

Cuidados paliativos no paciente oncológico

Os cuidados paliativos devem acompanhar o paciente desde o início de seu diagnóstico, envolvendo as fases de tratamento específico até cura e reabilitação ou terminalidade.

O cuidado suportivo é fundamental tanto para o paciente com ótimo controle da doença quanto para pacientes sem possibilidades de terapia específica.

Pacientes em tratamento contínuo necessitam de amplo manejo dos efeitos adversos dos protocolos, suporte nutricional direcionado, atividade física individualizada e apoio psicossocial.

A parceria de profissionais envolvidos em uma equipe multidisciplinar é a base para que se obtenha o melhor cuidado paliativo, com a preservação da dignidade da vida em todas as fases evolutivas da doenças.

Objetivos

Promoção de qualidade de vida ao paciente e aos seus familiares através da prevenção e alívio do sofrimento, com identificação precoce de situações e intercorrências possíveis de serem tratadas. Aspectos físicos, mentais e espirituais são alvo de atenção de toda equipe.

Principais sintomas que requerem atenção

  • Fadiga
  • Dor
  • Náuseas
  • Falta de ar
  • Depressão
  • Inapetência

Cuidados paliativos não oncológicos

Quando falamos em cuidados paliativos não nos limitamos ao câncer nem à terminalidade. São cuidados voltados para ganho em qualidade de vida para pacientes com doenças crônicas não curáveis.

Exemplos de condições não oncológicas que se beneficiam de cuidados paliativos

  • Quadros demeciais
  • Insuficiência cardíaca
  • Doenças pulmonares crônicas
  • Doenças neurodegenerativas
  • Doenças hepáticas crônicas
  • Idoso frágil

Equipe multidisciplinar em cuidados paliativos

Funcionam como uma engrenagem, e para que a complexidade da assistência seja alcançada. Cada peça, recurso HUMANO, é imprescindível.

Equipe de cuidados paliativos

Composição da equipe

  • Enfermeiro: geralmente coordena a equipe
  • Médico: Paliativista, Oncologista e Geriatra são em geral as especialidades que mais atuam
  • Assistente social
  • Psicólogo
  • Fisioterapeuta
  • Fonoaudiólogo
  • Técnico de enfermagem
  • Cuidadores

Parceria da equipe

Dentro de contextos tão individuais e complexos de cada paciente em cuidado paliativo é fundamental o alinhamento de cuidados e expectativas pela equipe. Os familiares e cuidadores fazem parte deste time partilhando detalhes da evolução do paciente para que as melhores estratégias de cuidado sejam traçadas.

Importância de envolver o paciente na tomada de decisões nos cuidados paliativos

Uma vez que descrevemos os cuidados paliativos como modalidade de assistência que visa qualidade de vida, seria incoerente que o paciente não participasse das decisões que envolvem este objetivo. Um paciente lucido e cognitivamente capaz de compreender sua condição, deve ser respeitado em sua autonomia e preferências. A valorização da independência do paciente, em pequenos detalhes do dia a dia é extremamente valiosa para que o paciente de fato sinta o objetivo principal: qualidade de vida.

  • Permita que o paciente decida o que vestir
  • Dentre opções saudáveis, dê opções para as refeições
  • Se o paciente consegue pegar no garfo, que ele o faça até quando conseguir.
  • Permita que ele saiba sobre vistas e se as deseja

Sobre diretivas antecipadas de vontade

Trata da manifestação do indivíduo sobre o que ele considera benéfico para seus cuidados antes de possível evolução para perda de consciência ou terminalidade. A equipe assistente e familiares devem permitir que o paciente materialize sua vontade, após receber as informações adequadas para elaboração consciente das opções terapêuticas. Deve ser orientado sobre a finalidade de obter essa manifestação antes que ocorra a perda da capacidade de se manifestar. Consiste em um documento, com validade jurídica, que resguarda o paciente de intervenções não desejadas e a manutenção da vontade do mesmo.

Leia também

Conteúdo informativo. Este artigo tem caráter educativo e não substitui a consulta médica. Cada caso deve ser avaliado individualmente por um profissional.

Dra. Samira Cotta
Sobre a autora

Dra. Samira Corrêa Cotta Carlos

Oncologista clínica · CRM-MG 54521 · RQE 38754 e 38755

Médica oncologista e clínica, com duas especializações e atuação no cuidado integral ao paciente com câncer. Sua missão é oferecer um atendimento humanizado, individualizado e baseado em evidências científicas, promovendo acolhimento, segurança e qualidade de vida em todas as etapas do tratamento.

Metástase: o que significa? Explico em 2 min

Metástases cerebrais em microscopia de fluorescência

Imagem: NIH Image Gallery · domínio público

O termo metástase é utilizado quando temos células tumorais que saem do seu ponto de origem e se alojam em locais mais distantes. Nem todos os tumores possuem essa capacidade. A depender do local de origem e informações obtidas pela biopsia essa poderá ser uma preocupação. O médico Oncologista é o profissional mais capacitado para realizar essa avaliação.

Como saber se alguma metástase ocorreu?

Na avaliação inicial de um paciente que recebeu diagnóstico de um câncer por biopsia o oncologista irá avaliar o tipo histológico daquele tumor e baseado em algumas informações técnicas irá solicitar exames de imagem que visam realizar o que chamamos de ESTADIAMENTO SISTÊMICO.

Em que consiste o estadiamento? O que significa?

Estadiamento consiste em realizar exames de imagem para avaliar o corpo do indivíduo de forma ampla a fim de mapear o risco de alguma metástase ter se instalado. Essa avaliação não é padrão para todos os cânceres. Os tipos de imagem são solicitados de acordo com o perfil do tumor estudado e conhecimento pela história natural daquele câncer sobre quais sítios são mais prováveis de acometimento.

Quais exames podem ser solicitados para avaliação de metástase?

Desde exames os mais simples aos mais complexos, a depender do perfil de risco daquele câncer.

  • Raio X
  • Ultrassonografia
  • Tomografia
  • Ressonância
  • Cintilografia
  • PET-C
Como a metástase acontece?

Quais informações podem sugerir maior risco?

São informações importantes na analise da biopsia dos tumores

  • Tamanho do tumor
  • Margem de ressecção
  • Grau tumoral
  • Índice de mitose
  • Invasão angiolinfática
  • Invasão perineural
  • Linfonodos comprometidos

Metástases podem ocorrer para quais locais do corpo?

De acordo com o tipo de tumor pode ocorrer maior afinidade por determinados tecidos distantes. Contudo, algumas associações são comuns:

1- Ossos: Câncer de mama, próstata, rins e pulmão possuem os ossos como locais frequentes de metástase na doença avançada

2- Pulmão: Câncer de mama, intestino, sarcomas e mesmo pulmão internamente são os primários mais comuns.

3- Fígado: Canceres do aparelho gastrointestinal como intestinos, estômago, pâncreas, esôfago e fora do intestino mama, pulmão se destacam.

4- Linfonodos: Podem ser sítio de metástase a distância ou locorregional. A maioria dos câncer possuem esse comportamento de disseminação linfática. Alguns com maior disseminação a distância como mama, pulmão e rins.

5- Sistema nervoso central: Destacam-se o câncer de pulmão, mama, rins e melanoma.

Sintomas em metástases, ocorrem?

Pacientes com metástase sistêmica podem ou não apresentar sintomas.

A depender do local para onde ocorreu a disseminação ou do volume de doença existente podem existir maior ou menor expressão clínica, ou seja, sintomas.

Alguns sinais e sintomas de alerta do paciente que demandam investigação médica. Cito 5 principais:

  1. Dor localizada: pode ser algo novo ou que tenha se intensificado de forma atípica. Uma dor nova sempre chama atenção, contudo também é importante valorizar aquele tipo de dor que era crônica e mudou padrão, a exemplo uma dor na coluna que o paciente já convivia, mas que de um tempo em diante passou a gerar muito desconforto e demanda constante de analgésicos.
  2. Cefaleia: Apesar de ser um sintoma muito comum na população em geral, se ele está ocorrendo de forma constante e medicações frequentes são utilizadas, é necessária investigação.
  3. Fadiga intensa: a sensação de perda de energia pode ocorrer nos pacientes em tratamento curativo, como efeito colateral de quimioterápicos. Contudo deve ser valorizada e investigada sobretudo de houverem outros sinais e sintomas associados.
  4. Perda ponderal: Este é um sinal importante de alerta, sobretudo se a perda for acima de 5% do peso habitual do paciente. Esta bem documentado o quanto a perda da massa muscular interfere nos resultados do tratamento e pode sinalizar falha no controle da doença.
  5. Febre sem definição causal: se ocorre elevação de temperatura frequente em um paciente sem a identificação de uma causa, é necessária extensão dessa busca, tendo o câncer ativo como uma das causas possíveis.

Doença metastática tem cura?

Há alguns anos atrás a resposta para essa pergunta poderia ser não. Contudo, com as novas técnicas cirúrgicas e novas medicações, a história de vários tipos de câncer se modificou proporcionando grandes marcos na oncologia; a exemplo do melanoma, em que doença avançada tornou-se curável para uma grande parcela dos casos.

Prevenção de metástase

A identificação do câncer em fases iniciais é a melhor forma de prevenir o surgimento de metástases, bem como aconselhamento dos grupos de risco.

Leia também

Conteúdo informativo. Este artigo tem caráter educativo e não substitui a consulta médica. Cada caso deve ser avaliado individualmente por um profissional.

Dra. Samira Cotta
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Câncer de Mama: Um olhar amplo sobre a doença em 2024

Câncer de Mama: Um olhar amplo sobre a doença em 2024

Câncer de mama engloba vários subtipos possíveis em sua apresentação, com evoluções tão distintas que podem se comportar como doenças diferentes. Para cada caso temos nome, sobrenome e assinatura genética. Múltiplos dados técnicos são necessários para traçar o perfil da doença e a melhor estratégia de tratamento.

O comportamento do câncer de mama pode se apresentar desde formas indolentes, ou seja, de crescimento lento, até formas com grande agressividade e alta velocidade de crescimento.

É fundamental que, quando existe a suspeita de câncer de mama, o diagnóstico ocorra da forma mais breve possível. Desse modo as chances de cura são maiores e o tipo de tratamento pode ser mais leve para a paciente.

Nódulos na mama e investigação

Em caso de nodulação palpável ou identificada em exame de imagem é fundamental que se esclareça a natureza desta alteração. A depender da classificação do nódulo pode ser indicada biopsia, que consiste na retirada de um fragmento da lesão que será enviado ao médico patologista para análise das células da região.

Laudo da mamografia e ultrassonografia

É emitido com graduação de BI-RADS, que consiste em uma forma de classificação dos achados encontrados na mamografia e na ultrassonografia a depender de critérios específicos. A classificação permite presumir se os achados são benignos, malignos ou inconclusivos. No caso de exame inconclusivo sobre a natureza dos achados pode ser realizado um monitoramento em intervalo mais curto, exigir outros exames complementares ou mesmo já seguir com a biopsia.

Laudo da biopsia

O laudo da biopsia de mama pode vir de forma muito diferentes em sua descrição, o que para um leigo pode gerar estrema angústia. Desde doenças benignas à malignas podem constar na descrição. Importante que um profissional especialista interprete este laudo, não apenas pelo que está escrito no papel, mas por todo contexto clinico e avaliação de imagens que em conjunto irão se somar para o parecer final do oncologista.

Perguntas comuns em relação ao diagnóstico de câncer de mama

É possível que o laudo da biopsia seja benigno, mas que na verdade eu tenha um câncer de mama?

Sim, é possível porque nem sempre a amostra retirada representa de fato uma parte da lesão maligna. Isso pode ocorrer porque o componente maligno da lesão seja pequeno ou porque tecnicamente não se perfurou o local alvo da lesão. Por isso é importante que o resultado seja interpretado por um especialista.

O que fazer se o laudo for inconclusivo para câncer de mama?

Pode ser necessária uma nova biopsia ou analise do material por outra técnica, a exemplo do estudo imunoistoquímico.

É possível definir o tratamento com a biopsia?

Não apenas com a biopsia. São necessários exames de imagem para realizar o que chamamos na oncologia de “estadiamento clínico”. é preciso avaliar se a doença se encontra apenas no local de origem ou se chegou a tecidos mais distantes.

Tratamento do câncer de mama

Pode ser realizado de várias formas.

E tenha em mente que cada caso pode ser conduzido de modos extremamente distintos, mesmo que aparentemente seja o “mesmo” câncer de mama de uma conhecida(o). Existem inúmeras particularidades técnicas, que evolvem a biologia do tumor de cada paciente, até aspectos de saúde individual de cada um.

Modalidades de tratamento:

  • Cirurgia
  • Radioterapia convencional
  • Radiocirurgia
  • Quimioterapia
  • Hormonioterapia
  • Terapia alvo molecular
  • Imunoterapia
  • Terapia celular

A escolha de qual ou quais tipos de tratamentos serão instituídos depende de diversos parâmetros técnicos. A escolha das modalidades e também a ordem de utilização deve ser realizada pelo oncologista assistente e em muitos casos a condução do tratamento se dará por decisão multidisciplinar.

Genética e epigenética do câncer de mama

O câncer é uma doença genética e epigenética, mas o que significa isso? Vamos lá! podemos encontrar uma alteração genética herdada, desde o nascimento, ou adquirida ao longo da vida. Mas também podemos não encontrar nenhum gene “quebrado”. Neste contexto fatores externos podem influenciar no funcionamento de nossos genes, dentro do conceito de epigenética.

Conteúdo informativo. Este artigo tem caráter educativo e não substitui a consulta médica. Cada caso deve ser avaliado individualmente por um profissional.

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Mini curso da Dra. Samira para compreender o risco hereditário e conhecer abordagens de prevenção para reduzir o risco de recidiva do câncer de mama.

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Oncologista clínica · CRM-MG 54521 · RQE 38754 e 38755

Médica oncologista e clínica, com duas especializações e atuação no cuidado integral ao paciente com câncer. Sua missão é oferecer um atendimento humanizado, individualizado e baseado em evidências científicas, promovendo acolhimento, segurança e qualidade de vida em todas as etapas do tratamento.

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Relação Oncologista e Paciente

O oncologista é o médico especializado em cuidar de pacientes com diagnóstico de câncer, seja ele maligno ou benigno, acompanhar pacientes que já trataram câncer e atuar em estratégias de prevenção da doença. É ele quem definirá, junto à uma equipe multidisciplinar, a melhor estratégia de tratamento, individualizada para cada paciente.

O papel do Oncologista no diagnóstico do câncer

O diagnóstico de certeza de um câncer é obtido na maioria dos casos através de biopsia, que consiste na retirada de parte de tecido da região tumoral, observada em imagens, para análise. Sabemos que o câncer possui nome, sobrenome e assinatura genética, cabendo ao médico oncologista solicitar de forma individualizada todos os exames que estejam envolvidos no diagnóstico de precisão. Desse modo é possível elaborar o melhor plano terapêutico, dentro das informações de base do tumor.

Tratamento do câncer pelo médico oncologista

A escolha da modalidade de tratamento que será escolhida pelo oncologista depende dos dados individuais de cada paciente e do subtipo tumoral. Existem diversas modalidades terapêuticas que podem ser utilizadas, sendo cada paciente único em seu contexto.

Tipos de tratamentos específicos:

  • Quimioterapia
  • Hormonioterapia
  • Anticorpos monoclonais
  • Imunoterapia
  • Terapia celular

Prevenção do câncer como importante missão do oncologista

O oncologista é o médico que mais conhece o impacto do câncer na vida das pessoas que vivem este processo. Buscar e incentivar estratégias de prevenção às doenças oncológicas é parte dessa missão. A prevenção pode ser buscada de forma primária, ou seja, com ações que reduzem o risco da doença ocorrer, ou de forma secundária em que o diagnostico precoce é objetivado para aumentar as chances de cura.

Sobreviventes do câncer e o papel do oncologista nesta nova fase

Depois que termina o tratamento, não terminou! Existe um recomeço, uma reedição da vida. E neste momento o oncologista tem um potencial imenso de auxiliar na reconstrução de um estilo de vida mais saudável e anticâncer. Não se trata apenas de vigiar se ocorrerá uma possível recidiva, mas em promover estratégias de saúde metabólica para que o solo da vida daquela pessoa seja mais saudável em todos os aspectos. A promoção de saúde através do fornecimento de conhecimento ao paciente é fundamental.

Genética e epigenética do câncer na visão do oncologista

O solo da vida de quem adoeceu com o câncer precisa de cuidados. Importante olhar para a vida de um sobrevivente do câncer e entender como seu estilo de vida pode ter influenciado no surgimento da doença. Não adianta “dar mediação para a planta” e “não corrigir o solo”. Podem existir aspectos genéticos e epigenéticos relevantes, que envolvem a forma como o meio externo se comunica com nossos genes e nosso sistema imunológico

Aconselhamento genético

Muitos pacientes irão se beneficiar também de aconselhamento genético, durante o tratamento ou mesmo após. Essa ferramenta auxilia a reduzir o risco de novos tumores e consegue refinar condutas específicas de proteção que se estendem também para familiares do pacientes. Tais condutas podem envolver exames de prevenção individualizados paciente, dentro do seu plano de seguimento, e preventivos para os familiares.

Oncologistas podem segmentar sua área de atuação

Considerando a complexidade desde conjunto de doenças que chamamos de câncer, os oncologistas podem se subespecializar em áreas de atuação. A exemplos:

  • Oncologia mamária
  • Oncologia pulmonar
  • Oncologia ginecológica
  • Oncologia urológica
  • Oncologia do aparelho digestivo
  • Oncologia cutânea e sarcomas

Além das sub áreas de atuação, separando pelos tipos de tumores, existem campos específicos da oncologia em que o oncologista pode se diferenciar:

  • Oncogenética: Avalia risco de predisposição hereditária ao câncer
  • Oncologia de precisão: Busca alvos personalizados para cada indivíduo
  • Cuidados paliativos

Médicos que trabalham junto ao oncologista clinico

Cirurgião oncológico

Cirurgião especialista no tratamento cirúrgico do câncer. Sua formação diferenciada com olhar para o câncer permite abordagens mais assertivas, com redução significativa do risco de recidivas quando a cirurgia é realizada por este profissional. Em muitos casos é com este profissional que irá acontecer a primeira modalidade de tratamento. A cirurgia é necessária na grande maioria dos cânceres. Pode ocorrer em um primeiro momento, o que chamamos de “up front”, no intervalo entre quimioterapias ou após tratamento quimioterápico prévio.

Radioterapêuta

Médico especialista em tratamento do câncer utilizando a radiação ionizante como ferramenta. Diversas técnicas dentro da especialidade podem ser utilizadas, a depender do tipo de tumor, localização e sensibilidade do tecido à radiação. Em muitos casos é utilizada técnica combinada de tratamento com quimioterapia e radioterapia concomitante: quimiorradiação.

Atuação multidisciplinar do oncologista

Para que o médico oncologista possa cuidar dos pacientes de modo integral é importante a colaboração de equipe multidisciplinar. Destaco aqui o papel de profissionais fundamentais para um cuidado global, que atuam de mãos dadas com o oncologista.

Equipe de trabalho do Oncologista

Enfermeiro oncológico

Atua no acolhimento inicial do paciente, participa de todo tratamento específico em pode ser considerado o profissional que mantém-se mais intimamente contato com o mesmo. Isso deve tanto ao tempo que permanecem juntos nas horas de infusão dos medicamentos como pela atuação em todo processo de cuidado, desde diagnóstico até alta do tratamento ou mesmo fases terminais da doença.

O enfermeiro também pode atuar em práticas integrativas de bem estar e controle de dor, como acupuntura, amplamente reconhecida pelas sociedades médicas pelos inúmeros potenciais terapêuticos .

Farmacêutico oncológico

O farmacêutico oncológico em colaboração com o médico oncologista trabalha no plano terapêutico do paciente, presente desde a elaboração inicial do protocolo de tratamento e viabilidade de estoque, manipulação das medicações de forma individualizada para cada paciente, até o gerenciamento de possíveis efeitos adversos e notificações quando necessário. Participa da rede de segurança de todo processo de administração de medicamentos.

Nutricionista oncológico

Trabalha intimamente com o médico oncologista para prover o melhor suporte nutricional e aumentar a resposta metabólica do paciente em favor dos tratamentos. A depender do tipo de tumor, estadiamento, tipo de tratamento específico prescrito e status nutricional de base do paciente a estratégia de cuidados pode ser finamente refinada para potencializar resultados e amenizar sintomas tanto da doença quanto do próprio tratamento.

Odontologista oncológico

Trabalha desde a preparação do paciente para iniciar um tratamento, quanto suporte ao processo. Os cuidados odontológicos pré-tratamento são fundamentais para garantir uma microbiota oral saudável ao longo das terapêuticas específicas, bem como evitar intercorrências que possam levar a atraso nos ciclos de medicações do paciente.

Psicólogo Oncológico:

São inúmeras mudanças que o diagnóstico do câncer pode levar, desde a relação com o parceiro da vida e familiares, até dinâmica do trabalho; e sobretudo a forma como a pessoa passa a se enxergar e refletir sobre valores de sua vida. O psicólogo especialista no olhar para paciente oncológico irá trabalhar o autoconhecimento como um grande aliado para otimizar a resposta a todas as terapias que possam ser propostas. Cada indivíduo possui em sim a capacidade de orquestrar seu sistema imunológico e trabalhar essa capacidade inata através da psicoterapia é um poderoso aliado para equilíbrio dos sistemas orgânicos.

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Conteúdo informativo. Este artigo tem caráter educativo e não substitui a consulta médica. Cada caso deve ser avaliado individualmente por um profissional.

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Sobre a autora

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Oncologista clínica · CRM-MG 54521 · RQE 38754 e 38755

Médica oncologista e clínica, com duas especializações e atuação no cuidado integral ao paciente com câncer. Sua missão é oferecer um atendimento humanizado, individualizado e baseado em evidências científicas, promovendo acolhimento, segurança e qualidade de vida em todas as etapas do tratamento.

Outubro Rosa, história desde 1990?

O primeiro mês que ganhou cor: Outubro Rosa

O primeiro mês que ganhou cor, Outubro Rosa! Com o tempo outros meses foram colorindo o calendário neste movimento de prevenção e diagnóstico precoce do câncer. A cor rosa é amplamente usada como símbolo de conscientização sobre o câncer de mama, e podemos notar vários pontos de referência, edifícios e produtos adornados com fitas e luzes rosa para mostrar apoio à causa.

A história do Outubro Rosa

Tudo começou quando a Fundação Susan G. Komen for the Cure realizou a primeira “corrida pela cura” em 1990 na cidade de Nova York. Na ocasião os corredores receberam um laço rosa que foi usado durante a corrida. Posteriormente este laço passou a ser usado com símbolo da luta contra o câncer de mama.

A campanha

Também conhecido como Mês de Conscientização sobre o Câncer de Mama, outubro Rosa é uma campanha internacional anual de saúde organizada para aumentar a conscientização sobre o câncer de mama, promover a detecção precoce e fornecer informações sobre prevenção. A campanha decorre durante todo o mês de outubro e é marcada por vários eventos e atividades que visam educar o público sobre o câncer de mama e incentivar as pessoas a fazerem rastreios regulares e adotar medidas preventivas de promoção da saúde.

O propósito do Outubro Rosa

Prevenção primária

Consiste em ações que objetivam evitar ou minimizar o risco da doença acontecer. Existem fatores de risco classicamente associados ao surgimento do câncer. Como exemplo temos o tabagismo, etilismo e obesidade, dentre vários outros.

Prevenção secundária

Objetiva o diagnóstico precoce da doença, de modo a aumentar as chances de cura. Os exames de mamografia e ultrassonografia, bem como auto exame das mamas são exemplos de prevenção secundária.

Prevenção terciária

Neste nível estamos atentos aos sobreviventes do câncer e às possíveis sequelas que a doença ou tratamento possam ter deixado. Após o tratamento, cura ou estabilização da doença é preciso voltar a viver. Há muitas forma de atuar na promoção de saúde metabólica e qualidade de vida aos que sobreviveram, e que trazer novamente cor à sua vida.

Orientações para prevenção do câncer e outras doenças

  • Mantenha uma alimentação saudável com comida de verdade! Ultra processados devem ser uma parte eventual e mínima da sua dieta.
  • Movimente-se, o exercício físico é capaz de equilibrar vários processos metabólicos e fortalecer seu sistema imunológico.
  • Cuide de sua saúde mental. Sabemos que nem tudo na vida está sob nosso controle. Por isso, o processo terapêutico pode ser muito bem vindo. Não é preciso estar sozinho.
  • Preze pela qualidade do seu sono. Existem várias formas de construir uma noite tranquila, mas caso seja algo desafiador, não hesite em buscar ajuda. Este é um ponto importante para equilíbrio físico psíquico.

Leia também

Conteúdo informativo. Este artigo tem caráter educativo e não substitui a consulta médica. Cada caso deve ser avaliado individualmente por um profissional.

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Dra. Samira Cotta
Sobre a autora

Dra. Samira Corrêa Cotta Carlos

Oncologista clínica · CRM-MG 54521 · RQE 38754 e 38755

Médica oncologista e clínica, com duas especializações e atuação no cuidado integral ao paciente com câncer. Sua missão é oferecer um atendimento humanizado, individualizado e baseado em evidências científicas, promovendo acolhimento, segurança e qualidade de vida em todas as etapas do tratamento.

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